domingo, 27 de setembro de 2009

Nuvens de Sonhos

Houve um tempo em que ele riria
Pois não era sonho, eram nuvens de sonhos,
Travesseiros de poesia.

Poeira tardia, numa estrada que custa a se desenrolar.
Um céu escuro, uma doença vazia,
A calma doentia que teima em nos esperar.

Ao recostar a cabeça num esboço de ilusão,
Num ímpeto de razão ele divagou sobre o amor.
Numa ùnica tarde morreu de dor.

Renasceu a cada dia e foi ao léu,
Na pressa de se encontrar ele se perdeu,
Esqueceu ironicamente de si mesmo.

Não sou eu quem chora o choro dos incompreendidos,
A solidão é uma voz que canta,
Enquanto nos sonhos ainda somos preteridos.

Um comentário:

  1. Adorei, especialmente: A solidão é uma voz que canta, enquanto nos sonhos ainda somos preteridos...Lindo, triste e intenso, disse tudo Poeta...Aplausos !

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