domingo, 27 de setembro de 2009

Atravessando Um Mar de Palavras

Li uma mensagem escrita em seus olhos,
Pôde assim um sentimento fluir sem ter nascido,
Como coube ao destino reter os meus passos durante a vida,
Igual aos laços de um sapato, desamarrado,
Vou continuar acordado quando finalmente dormir,

Uma fogueira pode queimar em vão sem nenhum sentido,
Viver é uma simples concepção,
No fim da vida liberto o sonho, encontro-me guiado por sua tez,
Sinto cheiro de mar, sigo sem nenhum plano,
Não existe nenhum pudor, vou navegando pelos horizontes,

Seguindo a linha que separa a terra do sol que se põe,
Não existem mais descobertas,
Todas as praias e areias dos continentes e ilhas estão desertas,
Os índios se foram, levaram toda paz e sabedoria,
Esconderam-se nas florestas, onde estão suas riquezas.

Tenho medo dos dias que são rumores,
Os que aplacam meus temores e transformam o mundo em paisagem,
Aqueles que separam a visão fugaz de uma simples realidade,
De sua fúria constante que leva a tempestade ao deserto,
E transforma montes de areia em miragem.

Quero poder te ver na distância de cada momento, em cada quadro,
Como árvores enfileiradas a beira de um canal,
A sombra que traz a luz , enquanto que, mesmo contida se move...
Águas que passam sem transparência, resguardadas pelo meu testemunho,
Cálidas, que já não são águas, e sim a passagem de mais um dia.

Lembra-me, que existe um lugar para os opostos,
Que nem todos verão o tempo passando por você, como não vejo
És o guardião do amor, receba-o como a um hospede, seu lugar é o coração,
Seja bondoso e hospitaleiro, saiba que amar é dar e receber.
É a indicação de que a verdade é um desejo da intuição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário