Quero estar desarmado, nenhuma luta vai me iludir,
Apenas vou sorrir, deixando meu corpo desamparado,
Nesse imenso campo de batalha,
Vou morrer nesta manhã, de saudosismo, preso nessa malha,
No lirismo de Volpi, entregue as suas bandeirinhas,
Um pequeno flash de fantasia.,
Até me conscientizar de que a vida não é nada.
Viver é dissolver a estrutura da alma na amplidão,
Concretizar o espírito, deixar-se abater.
Ler um haicai de Raymundo ajuda a sobreviver,
Desalinha a tensão que o dia impõe, feito um gole de água fresca!
Como uma fonte perdida no fim do mundo,
É capaz de ser a origem sinuosa do rio, que deságua no mar!
Pelo puro prazer de se entregar a batalha, um anjo como eu,
Perdeu suas asas, nessa tortuosa trilha,
Frente a uma lamina que brilha, e queima como fogo,
O orgulho confessa ser um pecado grande demais para o meu coração,
Inerente as pegadas perdidas no chão, que deixei rumo ao infinito.
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