No silêncio dessa noite, deitado sobre a relva,
A lua intensa banha meus pensamentos,
Um emaranhado pretenso, perdido nesta selva,
Sem meu consentimento,
Quero livrar-te da tristeza pois não existem mágoas,
No brilho dos seus olhos vejo meu reflexo,
Onde me movimento andando sobre as águas,
Meus pés caminham em sua direção.
Com minha mão construo casas, supondo que seja assim,
Um desejo de entrega, onde não existe comunhão,
Embora fuja da realidade, meu amor se eleva,
Tento supor que tem asas, custo a crer que me carrega.
Grito, enquanto vou para longe, para as portas do céu,
Piso em nuvens macias, feitas de retalhos da minha vida,
Pequenos fragmentos do meu coração que calçam este caminho,
As vezes duro como granito, as vezes frio como o mármore,
Afastado das sombras, contemplo a raiz dessa árvore,
Aquela que me da frutos, onde me encontro sem sofrimento,
Descobrindo que o inferno é frio e meu coração é quente,
Não mais que desprendimento, não mais que um sobrevivente....
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