domingo, 27 de setembro de 2009

A Sombra e a Escuridão

A suave brisa que se transforma em tempestade,
Procelosa, que se entrega ao vento ligeiro, ao trovão,
A balburdia da maré que leva os mares a solidão,
A vela decadente que sobrevive presa ao mastro,

O casco que vive submerso, na embarcação, rente as águas,
Sob o efeito da ilusão, do mar vê apenas o fundo!
de uma paixão o formar de suas ondas,
De navegar, o prumo dos ventos que arrancaram árvores,

Destroçando o ninho das aves que emigraram para terras distantes,
Sem o rumo, nem orientação das estrelas,
Condenadas a desolação e ao frio dessas rajadas,
Que vem do mais profundo rancor do oceano.

Silenciosamente, em paz, sem nenhuma injuria, se sustentam no ar
Assim como o amor de um coração partido,
Arqueado, como suas asas, segue o plano do destino,
atento aos sinais que o sofrimento causou em seu peito ferido.

Traz o amanhecer a bonança, retorna ao coração o sossego,
Pode então o mundo se redimir, sem esperar por vingança,
Encontrar na luz derradeira a compreensão e o entendimento,
O farol que nos guia, e nos aproxima da esperança.

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