Se fores a mulher augusta,
Feita de sombras e cicatrizes,
Que o destino lhe afronta,
Aquela que não colhe as rosas,
Mas as recolhe por seus espinhos,
Com vestes nobres e suntuosas,
Essa, não feita em poesia,
Feita, toda ela, em prosa,
Além, bem distante de mim,
Quero cuidar de suas feridas,
Feito pragas ressequidas,
Que vez por outra ao coração te volta.
E prometer amar-te,
Desvencilhar-te desses tolos momentos,
Que ao acaso vislumbram nuvens,
Que se vão com os ventos,
A pernoitar na densa e escura noite
Sôfrega de sua própria inquietude,
Uma tênue e vaga lembrança,
Fincada na terra à miúde,
Esperando perigosamente a hora de renascer.
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